domingo, 28 de maio de 2017

Barcelona panorâmica

Uma das melhores maneiras de descobrir uma cidade é fazendo um city tour. O ideal é que este passeio seja feito no primeiro dia da viagem. Em diversas cidades do mundo, ônibus de 2 andares circulam pelos atrativos turísticos, num sistema de "desce e sobe" que permite ao visitante parar em alguma das atrações, visitar e depois continuar. Em Barcelona, fiz o passeio, mas somente no terceiro dia. Explique-se: cheguei no domingo e até me instalar já passava das 14h. Então não valia à pena, pois no dia seguinte, algumas atrações estavam fechadas por ser segunda-feira. Restou fazer na terça-feira, mas era véspera de feriado e com a programação da noite, o tour terminaria mais cedo. Mesmo assim, resolvi fazer. A cidade é enorme e há muito para ver. Obviamente, não é possível visitar todas as atrações, por isso o jeito é escolher duas ou três e o restante apenas ter uma ideia do caminho a ser feito. Em algumas cidades os bilhetes valem 24h, 48h. O que não acontece em Barcelona, onde só é válido para a data comprada. Mesmo assim aproveitei muito.
O Barcelona Bus turistic pode ser comprado nos Centros de Informações Turísticas e em 2016 custava 28 Euros. No inverno, o passeio faz duas rotas, a vermelha e azul. Há uma terceira rota que opera nos dias de primavera e verão. Iniciei pela Azul que sai da Plaça Catalunya e termina na Avenida Diagonal. Apesar do frio, ficar no segundo andar do ônibus garante boas fotos.
As primeiras paradas ficam muito próximas à Praça Catalunya, por isso vale a pena seguir pelo menos até à Sagrada Família. As filas estão sempre grandes, por isso, continuei no ônibus. A visão da Catedral causa um espanto; é mesmo monumental.
Nem sempre o ônibus deixa você na porta da atração. No caso do Park Güel, a parada do ônibus fica a alguns metros e haja perna.
Na entrada do Park Güell
Um pouco antes do Park, há um centro de informações e sala de exposição sobre Gaudí. 
Mosteiro Real de Santa Maria de Pedralbes
Hesitei um pouco, mas resolvi parar neste Mosteiro. O local é acolhedor e silencioso. O Mosteiro pode ser visitado, mas como estava meio corrido, só visitei a Igreja. 




Fiquei o tempo suficiente para pegar o próximo ônibus dentro do intervalo de 30 min.
E o passeio continua com vistas dos diversos e belíssimos prédios e monumentos da cidade. Chegando na Diagonal, desci para tomar o ônibus da Rota Vermelha. Neste trajeto temos: Estació Coberta, Plaça d'Espanya, Caixa Forum, Poble Espanyol e o Museu Nacional de Arte da Catalunya
Plaça d'Espanya - em frente uma antiga Arena de Touros, hoje é o Centro Comercial Arenas de Barcelona.
O ideal é não descer na Plaça d'Espanya e seguir no ônibus até o Museu.
O MNAC é enorme e, obviamente, não visitei. Mas o dia estava lindo e pedia apenas contemplar a beleza da cidade. Dali o panorama é incrível.
Vista da Plaça d'Espanya a partir do Museu
Mas para ter uma visão mais completa da cidade e avistar o Montjuic, vale a pena pagar 2 euros para subir até o terraço do Museu. A vista é de 360 graus!




Incrível...  este órgão fica dentro do MNAC
Anella Olímpica
Fundação Joan Miró - deixei para a próxima viagem

Jardins Costa
Port Vell
Cristóvão Colombo apontando para o Novo Mundo

Essa lagosta sorridente diverte
Uma escultura de Miró enfeitando a Praça
De volta ao Bairro Eixample, onde dispensei a carona
Uma passada nos ícones Casa Batló (acima) e Predrera abaixo. Não visitei nem uma nem outra. Parece loucura né? Achei os ingressos caros, na faixa de 22 Euros cada. Gosto do Modernismo (Art Nouveau), mas achei que exagerado o preço.

Na bela Avenida Passeig de Gracia, almocei no La Consentida. Um restaurante cuja entrada já te deixa tonto, com tantos presuntos pendurados e um balcão enorme, onde tomamos drinks acompanhados por tapas diversos.

 
Optei pelo menu do almoço, por inacreditáveis 10,20 Euros. Foi uma ótima opção.
E saí satisfeito!

Depois do almoço continuei as andanças e encontrei a Fundació Antonín Tápies.

Um detalhe que não pode passar despercebido é a Casa Lleo Morera, Passeio de Gracia 35, uma verdadeira joia do Modernismo Catalão e que pode ser visitada. Mas só a parte externa já é uma maravilha.

E a noite já tava caindo ... quase 18hs. Foi um dia intenso e segui para a Plaça Catalunya, onde já havia muito movimento para a aguardada Cavalcada de Reis. Assunto do próximo post.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Barcelona, paixão imediata

Existem cidades que te conquistam aos poucos; outras te pegam imediatamente e te abraçam. Barcelona é assim. Acho que uma das razões para isso foi ter ficado no Bairro Gótico, cercado de prédios históricos, ruas estreitas, restaurantes descolados e um clima que só visitando a cidade para entender!

No meu segundo dia na cidade, acordei tarde - o que é péssimo para qualquer turista -, mas quando isso acontece, o jeito é relaxar e sair e ver o que o destino te reserva.
Já no caminho você encontra esse passadiço e pensa: "estou num cenário de filme??" O que eu não sabia é que poucos metros depois e uma certa curiosidade, me levariam a entrar na Catedral de Santa Eulália, a Catedral de Barcelona. Gótica, imponente. Sua construção teve início no século XIII e só foi concluída 6 séculos depois. Iniciei a visita de maneira meio casual, pois de início não me liguei que estava na Catedral, coisas de quem saiu sem guia na mão, sem nada e foi entrando...



E foi assim que vi, sem querer, uma plaquinha de elevador e perguntei para onde ia. Paguei 3 euros e cheguei no topo da Catedral, com vista incrível da cidade.

Demais, né?
Da Catedral, andando ainda sem rumo, acabei chegando no Palau da Musica Catalana. E descubro que já estava em outro bairro, Sant Pere.
O Palau da Musica Catalana é o maior exemplo do Modernismo Catalão, construído entre 1905 e 1908. O projeto é do arquiteto Lluís Domènech i Montaner. Da fachada aos corredores, varandas e a sala de espetáculos, é um festival de detalhes: mosaicos, vitrais, esculturas. Qualquer maior comentário que eu faça neste post não será suficiente para falar deste templo da música. As imagens não mentem.





Na sala de espetáculos, os olhos vão direto para a impressionante claraboia, que pesa uma tonelada!


A visita é guiada e dura em torno de uma hora. Nem tente querer ficar mais alguns minutinhos fotografando, pois o Guia, delicadamente, te convido a sair, para outro grupo entrar na sala.
Gostando muito das visitas não programadas, saí do Palau e logo em frente conheci meu lugar em Barcelona... o Alsur Cafe.

O Alsur Cafe é um desses lugares que você precisa conhecer, descolado, cool, transado e com drinks muito bacanas. E preços inacreditáveis! Um brinde com Mojito e uma tortilla para acompanhar!
Andando, andando e avistei este belíssimo Arco do Triunfo; logo ali perto, o Parc de la Ciutadela.
Pausa para fazer uma graça

E como o dia era de surpresas, no final do dia, conheci a Igreja mais antiga de Barcelona, Sant Pau, do século X.
Esse mergulho na Idade Média, foi meio estranho, até porque a Igreja estava meio vazia. Fiquei imaginando canções de Loreena Mckennitt e já me preparava para encontrar algum cavaleiro na saída...
E assim é Barcelona, uma mistura tão grande. Aliás, no caminho para a Igreja Sant Pau, me senti num bairro de uma grande cidade da América Latina: prédios colados, roupas secando na janela, imigrantes de diversos países... um caldeirão!
E para fechar mesmo, parei no movimentado Mercado de la Boqueria, onde você encontra de tudo um tudo. De frutas a marzipã, queijos, presuntos, temperos, bebidas e muito o mais. Um paraíso de muitas cores e sabores! Como não se apaixonar por essa cidade????



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