quinta-feira, 13 de julho de 2017

Novo Museu da Acrópole

Imagine você acabar de chegar em uma cidade e num breve passeio de reconhecimento encontrar um museu que fica aberto até às 22 horas. O que você faz? Deixa para o dia seguinte ou entra e visita? Lembrando que você está quase 24 horas sem dormir... Pois é queridos, eu entrei e visitei o Novo Museu da Acrópole.
Acho que fui atraído pela beleza do prédio moderno, misturado às ruínas que foram encontradas no período de construção do Museu.
 Detalhe das ruínas logo na entrada do Museu
Quem recebe os visitantes é a Coruja de Atena, esculpida em mármore pentélico, datada dos princípios do séc. V a.C.

O Novo Museu da Acrópole foi inaugurado em junho de 2009. Possui uma área total  de 25.000 m2, sendo 14.000 m2 só para exposição. 
Para chegar à parte principal do museu, passamos por uma sala com rampa que remete à subida da Acrópole. Nesta sala estão expostos os achados das encostas do rochedo da Acrópole e não podemos fotografar.
 Panorâmica da entrada principal da exposição, rampa de vidro e a escadaria.


Em algumas salas de exposição a fotografia é liberada. Assim, pude registrar o meu primeiro grande impacto ao ver esse conjunto monumental das cinco Cariátides. A sexta está exposta no Museu Britânico. Esse conjunto de rara beleza, trabalhado em mármore, chama atenção pela delicadeza das dobras das túnicas e também pelas tranças dos longos cabelos das figuras. Originalmente, as Cariátides serviam de base para o Erecteion, Templo Sagrado consagrado aos deuses Atena e Poseidon.  
O coração dispara, o corpo fica arrepiado ao respirar História. Nestes momentos, algo inexplicável acontece e você se dá conta da conexão entre passado, presente, a compra do seu bilhete de avião, o  fato de não ter descansado e tudo fica misturado na sua mente. Difícil demonstrar em palavras. Afinal, estamos falando de 2500 anos.
Não resisti e registrei a minha passagem diante das Cariátides.
De certa forma, depois de ver as Cariátides, você fica um pouco impressionado e, no meu caso, precisei retomar o fôlego para continuar. Parece exagero, mas não é. Na foto acima, a estátua de um urso, animal sagrado de Ártemis. A peça é do séc. IV a.C.
 
A figura masculina acima, foi associada a diversos personagens históricos, o Rei do Bósforo, Rhoemetalces ou o mecenas Ateniense, Herodes Atticus. Séc. II d.C.

No último andar do Museu, fica a Sala do Pártenon e, obviamente, uma maquete da obra.
Detalhes do frontão triangular do Pártenon com os deuses

Ainda na Sala Pártenon, na parte externa, podemos admirar as placas com relevo do friso jônico da edificação. São obras de valor único, que representam o ideal clássico em seu ápice absoluto. 

Nessas placas são representadas diversas cenas, como podemos ver na placa abaixo, três cavaleiros, o primeiro com uma grande capa e o terceiro com um belo chapéu. Chama atenção a sensação de  movimento da cena, evidenciado pelas patas dos cavalos. 


Nos amplos corredores, notei que as pessoas apenas passam e deixam de admirar as placas. Talvez a concorrência com o que se vê através das placas de vidro.
Monte Licabeto - ponto mais alto da cidade de Atenas

O Pártenon

Não estava nos meus planos visitar o Novo Museu da Acrópole logo na chegada. Aliás, nem faço planos. E nessa viagem, nada foi planejado. Foi bom ter começado assim. Não teve fila pra entrar, não teve multidão nas galerias e, de cara, já rolou emoção. Isso não tem preço!

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